25 de abr. de 2011

Não haverá manifestações nenhumas hoje na Beira

 

 “Entretanto, a ideia não está abandonada, é uma chance que estamos a dar a Frelimo para aceitar negociar connosco até o dia 30 de Abril, que é o prazo dado pelo nosso presidente Afonso Dhlakama” – Noé Marrembique, o delegado político da Renamo na Beira ao O Autarca.
- Durante a sexta-feira santa e a Páscoa O Autarca viu na Munhava camião de guerra transportando elementos das Forças de Intervenção Rápida (FIR) a circular, o que encheu de medo os beirenses.

A Renamo não vai promover manifestações hoje na cidade da Beira, contrariamente a informação que o próprio partido fez circular semana passada indicando o início da greve anti-governamental nesta segunda-feira a seguir a Páscoa.
O delegado político da Renamo ao nível da cidade da Beira, Noé Marrembique, confirmou ontem ao nosso jornal que o seu partido não iria mais iniciar manifestações neste 25 de Abril, pelo que a vida na capital provincial de Sofala poderá prosseguir normalmente.
Contudo, durante o fim-de-semana houve certa apreensão no seio de determinados grupos sociais que não se conformam com esse tipo de prática, uma vez geralmente acaba resvalando em situações de desordem e violência.
O Autarca viu na Munhava, onde a Renamo tem a sua sede da cidade, circular um camião de guerra transportando elementos da Força de Intervenção Rápida (FIR), o que aumentou o medo nos citadinos beirenses durante a celebração da Páscoa.
Um residente na Munhava comentou ao nosso jornal “ainda bem que tudo indica a Renamo não vai promover manifestações nesta segunda-feira, senão vamos viver um inferno quando esses elementos da FIR virem para cá”.
O delegado político da Renamo na cidade da Beira afirmou, entretanto, o seu partido não abandonou a ideia das manifestações, observando que a data limite que o seu presidente Afonso Dhlakama deu paras as “coisas” mudarem é até 30 de Abril corrente.
“Portanto, se as coisas não mudarem até lá vamos promover manifestações” – afirmou, para quem as manifestações representam plano “B” do seu partido, sendo que o plano “A” é a via das negociações com o regime da Frelimo. Marrembique defendeu que o adiamento do início das manifestações que deveriam ter começado hoje na cidade da Beira é uma oportunidade para a Frelimo compreender a importância de negociar com a Renamo.
“Estamos a dar mais uma chance a Frelimo para se possível não haja manifestações no país” – afirmou, tendo acrescentado apesar de não ter sido abandonada a ideia das manifestações ao nível do seu partido elas constituem o último recurso.
A fonte indicou também que o adiamento vai permitir o seu partido melhorar o nível de preparação das manifestações que pretende decorram em todo o território nacional.
Para a convocação das referidas manifestações, refira-se, a Renamo alega estar preocupada com o sistema de governação em curso no país, com a partidarização do Estado e das Forças de Defesa e Segurança.
Também refere-se as eleições, que no seu entender desde as primeiras realizadas em 1994 as eleições em Moçambique nunca foram livres, justas nem transparentes. “Nós não podemos mais aceitar participar em eleições viciadas, mesmo que seja necessário pegar em armas para voltar a combater o regime estamos dispostos” – aviso dado semana passada pelo delegado político provincial da Renamo em Sofala, Manuel Lole.
A Renamo exige negociações com o governo sobre determinadas cláusulas do Acordo Geral de Paz, também conhecido por Acordo de Roma, firmado na capital italiana a 04 de Outubro de 1992.
Entretanto, a Frelimo recusa e defende não há mais nada a negociar.
O AUTARCA

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